Remédio para Infecção urinária

A infecção urinária é uma doença comum, que atinge principalmente as mulheres, mas pode estar presente também em homens! Por vezes ela é silenciosa, e outras vezes é manifestada com sinais mais graves, como sangramento.

Em nosso artigo de hoje você vai saber tudo sobre a infecção urinária, sobre o tratamento, e mais. Confira.

Remédio para Infecção Urinária - Causas e Tratamento

O que é infecção urinária?

A infecção de trato urinário (ITU) é popularmente conhecida como infecção urinária. Trata-se de um quadro de origem infecciosa que atinge qualquer parte do nosso sistema urinário, como os rins, bexiga, uretra e ureteres.

O mais comum é que a infecção atinja toda a parte inferior do trato urinário.

Estima-se que cerca de 30% das mulheres vão apresentar o quadro uma vez na vida, seja na forma leve ou na forma grave. Segundo pesquisas as mulheres tem 50% de chances a mais do que os homens de ter o problema.

O que pode ser ?

A infecção urinária pode ser diversas coisas, e vir de diversos quadros.

  • Gravidez: As mulheres tem grandes chances de ter infecções recorrentes durante a gravidez, isso deve acontecer por conta das alterações fisiológicas das vias urinárias na gravidez. Nas gestantes a infecção pode vir acompanhada de dor em baixo do ventre,  assim como dores para urinar, podendo até mesmo trazer dificuldades respiratórias;
  • Cistite: Temos uma infecção bacteriana na bexiga ou mesmo no trato urinário inferior. Na grande parte dos casos isso acontece por uma bactéria que veio do trato gastrointestinal. A relação sexual pode ser uma das causas da cistite, e as mulheres tem mais chance pela anatomia do corpo;
  • Uretrite: Nesse caso temos uma inflamação ou infecção na uretra! A uretra é o canal responsável por transportar urina da bexiga para fora do corpo, e dessa forma as uretrites são decorrentes também de bactérias do trato gastrointestinal;
  • Pielonefrite: Aqui temos uma infecção no trato urinário que pode acontecer na uretra ou mesmo na bexiga, podendo transitar inclusive, entre um e outro. Senão tratado de forma correta, pode prejudicar bastante os rins, ou mesmo ter acesso a corrente sanguínea e causar efeitos graves e fatais;
  • Infecção nos ureteres: Essa infecção acontece nos canais que levam a urina dos rins até a bexiga.

As causas são muitas! E uma delas pode ser até a forma anatômica de algumas mulheres, isso porque as infecções podem estar mais presentes em pessoas com uretra menor.

Ou seja, o sistema reprodutor feminino por si só apresenta essa característica, fazendo com que a bactéria tenha um acesso mais rápido para chegar a bexiga.

Quem teve vida sexual ativa também pode ter maiores chances de desenvolver infecção urinária, especialmente relações vaginais.

Alguns contraceptivos também podem ser considerados uma das causas para a infecção urinária. Depois da menopausa as infecções podem acontecer com maior frequência, já que há uma baixa no estrogênio, deixando o trato urinário mais vulnerável para ação de bactérias.

Bloqueios no trato urinário também pode ser um grande fator de risco, esses bloqueios são as pedras nos rins e o aumento da próstata.

Ter o sistema imunológico “deficiente’’ também pode fazer com que as bactérias consigam ter um maior acesso ao nosso corpo, assim, causando infecção.

Como relatamos no começo do artigo, nem sempre os sintomas aparecem mas há alguns mais comuns, como:

  • Ardência ao urinar;
  • Necessidade de urinar mesmo depois de voltar do banheiro;
  • Urina escura;
  • Urina com mau cheiro;
  • Urina com sangue;
  • Dor pélvica;
  • Dor no reto;
  • Aumento da frequência de urina;
  • Incontinência urinária.

É grave?

Quanto a gravidade da infecção urinária, depende! Como vimos há diversas formas da infecção se manifestar, e é por isso que qualquer sinal é importante ir até o médico.

Somente exames específicos vão fazer o médico entender o que está acontecendo e te passar o tratamento correto! Por vezes, a infecção não começa de forma grave, mas vai se agravando com o passar do tempo, chegando até mesmo há algo fatal.

Não pela infecção urinária em si, mas pelas complicações, e consequências secundárias que ela pode trazer, por isso é importante estar sempre atento.

Como aliviar a dor?

Se a sua infecção urinária vir acompanhada de dor, o ideal é beber bastante água, isso vai fazer com que a urina se dilua ao máximo, e tantas idas ao banheiro pode fazer com que a bactéria seja expelida do seu corpo.

Portanto, deixe sempre uma garrafinha de água perto de você, e vá bebendo o máximo que conseguir! Também faça isso em um ambiente onde você tenha fácil acesso ao banheiro.

Para aliviar a dor você deve cortar algumas bebidas, como cafés, ou outras bebidas com cafeínas, cítricos e até as bebidas alcoólicas, o consumo dessas bebidas podem aumentar ainda mais sua dor, pois causam irritação na bexiga.

E por fim, outra forma eficaz de aliviar a dor que a infecção urinária pode causar, é aplicando bolsa de água morna na região do abdômen, isso vai fazer com que o desconforto seja minimizado! Assim, você vai sentir – se mais aliviada.

Remédios caseiros para infecção urinária

Há diversos remédios caseiros que você pode manipular para a infecção urinária, entre eles temos:

Uva ursina

Uva Ursina - Remédio para Infecção Urinária

A uva ursina é um antisséptico e também um diurético, e quando misturado com outros ingredientes podem trazer grandes benefícios. Como por exemplo, com a equinácea que tem ação antibiótica, fortalecendo o sistema imunológico, além disso temos o hidrastre, que vai atua como anti – inflamatório.

Para fazer a combinação você vai precisar,

  • 30 ml de extrato de uva – ursina;
  • 15 ml de extrato de equinácea;
  • 15 ml de extrato de hidraste.

Para fazer você vai precisar misturar todos esses extratos, e os colocar em um frasco, agitando para que seja possível ser bem diluído!

Depois de pronto, dilua uma colher de chá desse xarope em um pouquinho de água morna, e beba em seguida. Totalize durante o dia 4 colhares dessa combinação.

A receita não é indicada para mulheres grávidas.

Suco de arando Silvestre

Arando Silvestre - Remédio para Infecção Urinária

Outra forma de remédio caseiro é o suco de arando Silvestre, que é uma ótima opção para a infecção urinária, a receita conta com alta concentração de proantocianidinas que vão atuar para dificultar a aderência da bactéria.

Os ingredientes são:

  • 250 gramas de arando;
  • 1 copo de água.

Você deve tomar até 4 copos dessa receita todos os dias, enquanto os sintomas estiverem presentes.

Medicamentos para infecção urinária

Há também os medicamentos para a infecção urinária que podem ser receitados somente por um médico, e que vai depender da gravidade da infecção, por isso a importância de procurar um profissional especializado.

Além disso o médico pode receitar analgésicos para atuar na dor, e na ardência.

Os medicamentos mais usados para casos de infecção urinária são: Amicacina, Amoxilina, Bactrim, Ceclor, Cefaclor, Cipro, Clocef, Cystex e outros.

Lembrando que todos esses remédios só podem ser comprados com receita médica, então, por mais que tenha algum desses de receita anterior, não se auto – medique. O médico é o único que vai passar com propriedade a dosagem correta, e a duração do tratamento.

Sangramento retal com sangue vivo em grande quantidade

Sofre de sangramento retal com sangue vivo em grande quantidade? Então este é o artigo ideal para si.

Poderá ler aqui tudo sobre o sangramento retal e esclarecer todas as suas dúvidas.

Existem várias causas para estar a perder sangue pelo ânus e está relacionado com vários doenças que requerem tratamento e cuidado médico.

Geralmente é identificado quando a pessoa começa a encontrar manchas de sangue nas cuecas, no papel higiénico ou no vaso sanitário.


O que é o sangramento retal com sangue vivo em grande quantidade?

O sangramento retal pode ter origens em várias partes do intestino grosso, do estômago, do recto ou do ânus. Sendo necessário fazer exames para se descobrir qual é realmente o seu problema.

Contudo, os sintomas são diferentes e variam conforme a zona que está a causar a hemorragia. A quantidade de sangue e se este é acompanhado pelas fezes ou não também varia.

Para além de sangramento retal, é também conhecido como hemorragia retal, rectorragia ou hemorragia digestiva baixa.

Sabia que é comum ocorrer um sangramento em pequena quantidade? Durante a defecação, às vezes os pequenos vasos rompem, dando origem a uma pequena hemorragia.


 Vários tipos de sangramento retal

sangramento retal com sangue vivo em grande quantidade

Tal como indicado anteriormente, o sagramento retal pode ter origens em várias partes.

No entanto, a cor do sangue já nos indica mais precisamente qual a zona que está com uma hemorragia. Este passo é fundamental para descobrir qual o seu problema e iniciar o tratamento.

Veja então agora nesta tabela quais os tipos de sangramento retal e as suas origens.

Tipo de Sangramento Retal  Origem 

 Sangramento Retal com sangue vivo em grande quantidade

 Parte baixa do Cólon ou Reto

 Sangramento Retal com sangue vermelho escuro

 Parte superior do Cólon ou intestino delgado

 Fezes escuras

 Estômago (ex. úlcera estomacal)

Estes são os vários tipos de sangramento retal que existem, separando eles em 3 grupos se torna mais fácil de localizar o problema.

Como este artigo é sobre a hemorragia retal com sangue vivo, o mais certo é que a sua origem seja a parte baixa do Cólon ou do Reto.


Quais as causas do sangramento retal com sangue vivo em grande quantidade?

Existe uma grande variedade de doenças que podem estar a causar a sua perda de sangue.

Leia então agora com atenção todas elas e se tiver alguma dúvida procure um profissional de saúde, expondo o seu caso.

Poderá ler também no ponto a seguir quais os tratamentos para algumas das causas.

Fissura ou Fístula anal

Uma fístula é uma ferida na circunferência anal que pode sangrar. Normalmente vai desde do reto até ao ânus.

Apesar de ser um problema local, geralmente é associada com alguma inflamação crônica noutra parte do intestino, conhecida como doença de Crohn.

Durante a defecação o tecido do ânus pode ser ferido, causando dor e sangramento.

Proctite e Colite

A Proctite consiste na inflamação do reto. A Colite é quando tanto o reto como o cólon estão inflamados.

O reto, o cólon ou ambos, podem sofrer uma inflamação, fazendo que a superfície interna fique ulcerada e comece a sangrar.

Em ambos os casos existe várias vezes uma sensação de urgência para defecar, juntamente com cólicas e diarreias.

Hemorróidas

As hemorróidas consistem em vasos sanguíneos que se dilatam. Podem ser externas, sendo dolorosas mas que raramente sangram, e podem ser internas, apesar de não serem dolorosas causam geralmente sangramento.

As hemorróidas são mais comuns em mulheres grávidas e em fase de amamentação e em pessoas com constipação crônica.

Prolapso Retal

Este tipo de problema ocorre geralmente em pessoas idosas, pois já não têm condições musculares que suportem a região.

Então uma porção do reto é projetada para fora do ânus, causando o sangramento.

Diverticulite

A diverticulite costuma desenvolver-se conforme as pessoas vão envelhecendo.

O nome vem do divertículo, que é um saco na parede do intestino. Sendo que na maioria dos casos não causa problema algum nem dores.

No entanto, às vezes esse saco fica infetaco, tornando-se então uma diverticulite. Pode produzir bastante sangue mas geralmente termina rapidamente e, ocasionalmente, causar hemorragias ao defecar, mas em pequenas quantidades.

Pólipos colorretais

Os Pólipos são tumores benignos que ocorrem na parede do cólon ou reto.

Contudo, eles podem ser pré-cancerosos e podem vir a se tranformar em câncer do Cólon.

Cancêr do Cólon

Normalmente quando existe sangramento retal a primeira coisa em que as pessoas pensam é em câncer.

Tal como referido anteriormente, o cancêr do Cólon tem origem de um pólipo.

Quando é detetado cedo, geralmente, tem cura.


Tratamentos para o Sangramento Retal

Sangue

 

Para poder fazer o tratamento certo, primeiro é necessário que identifique qual é o seu problema.

No entanto, vamos dar alguns tratamentos para as possíveis causas. São todos bastante simples e eficazes.

  • Origem infeciosa – Se o que está a causar a sua hemorragia baixa é de origem infeciosa, o tratamento mais adequado para si consiste na administração de antibióticos.
  • Pólipo colorretal – Se o seu problema for uma pólipo rompido, é geralmente retirado durante uma simples colonoscopia.
  • Hemorróidas – O tratamento mais eficaz para as hemorróidas é mesmo uma intervenção cirúrgica. Contudo, algumas pessoas mudaram a sua dieta para uma rica em fibras e garantem que o sangramento parou e o seu estado de saúde melhorou muito.
  • Diverticulite – Neste caso, geralmente é necessário uma hospitalização. Mas são poucos os casos que requerem cirurgia.
  • Fístula ou Fissura anal – As fístulas ou fissuras anais são normalmente tratadas com antibióticos e uma dieta rica em fibras. Se o problema persistir o mais indicado é mesmo uma pequena cirurgia para remover. Para ambos os casos, banhos quentes também ajudam a alivar os sangramentos e as dores.

Se o sangramento retal com sangue vivo em grande quantidade continuar e até mesmo aumentar a quantidade de sangue que sai, vá imediatamente ao médico. Pois a perda de sangue em excesso pode levar a casos muito graves e até mesmo fatais.

Em muitos dos casos, os níveis de sangue baixam e é necessário uma transfusão de sangue para os equilibrar novamente.


Sintomas que acompanham o Sangramento Retal

Este tipo de problemas geralmente vem sempre acompanhado com mais sintomas.

Vamos então mostrar para você quais os mais comuns e os mais perigosos. Leia com bastante atenção.

Sintomas mais comuns do Sangramento Retal

  • Dor ao longo do reto
  • Sangue junto com as fezes
  • Fezes mudam de cor
  • Tonturas
  • Cansaço

Sintomas mais perigosos do Sangramento Retal

Se tiver presente mais do que um dos seguintes sintomas, vá imediatamente ao seu médico.

Estes sintomas só aparecem geralmente quando problema é grave ou em fases muito avançadas do seu problema.

  • Inchaço no estômago
  • Febre
  • Náuseas e vômitos
  • Perda de peso
  • Diarreia
  • Dificuldade ou incapacidade na defecação
  • Saída involuntária das fezes

 


Esperemos que este artigo tenha esclarecido as suas dúvidas. Contudo, ALERTARMOS para que visite o seu médico e lhe explique o seu problema.

Apenas com exames se poderá descobrir qual o verdadeiro motivo da sua hemorragia. Não deixe que ele se prolongue por muito tempo, pois pode trazer problemas de saúde muito graves.

O sangramento retal com sangue vivo em grande quantidade é uma maneira do seu corpo tentar alertar você de um problema maior. NUNCA ignore os avisos do seu corpo.

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Células epiteliais na urina. Causas e tratamento

De repente, o seu exame de urina apresentou numerosas células epiteliais na urina. Isso é normal? Pode ser um problema? É grave? O que eu devo fazer? Bem, saiba que esse tipo de situação é comum e pode ser resolvida sem grandes transtornos para o seu dia a dia.

Para ajudar na compreensão sobre o que significa a existência dessas células na nossa urina, apresentamos neste artigo uma série de orientações.

Inicialmente, explicamos o que representa a presença das células epiteliais na urina.

Também comentamos sobre as causas para o seu aparecimento e a diferenciação importante que deve ser feita em relação à quantidade (pouco ou muita) dessas células no trato urinário.

Mencionamos ainda os impactos que isso pode causar às mulheres que estão grávidas. Além disso, abordamos a respeito do tratamento adequado para quando isso se apresentar como um problema para a pessoa.

O que são células epiteliais na urina

células epiteliais na urina

Antes de dizer o que representa a presença de células epiteliais na urina, é importante explicar de fato o que são as células epiteliais.

Elas ficam todas ligadas umas com as outras e constituem o tecido, de nome epitélio, que reveste toda a superfície do organismo humano, desde a pele até os tubos do sistema urinário ou do sistema digestivo, por exemplo.

Esses tecidos não apresentam vasos sanguíneos e têm como funções principais: absorção, excreção, proteção e secreção. Os tecidos formados pelas células epiteliais são essenciais para a produção dos hormônios, mas também para a perda de água e ainda protegem contra os próprios microrganismos do corpo.

Há dois tipos de tecidos epiteliais: o de revestimento e o glandular. O primeiro é responsável pela superfície externa, mas também pelas cavidades internas do nosso corpo, podendo ser estratificados ou simples.

Já o segundo produz as mucosas e serosas (secreções). Essas células são usadas pelo corpo ou eliminadas, caso sejam vistas como desnecessárias pelo organismo.

As células epiteliais podem ainda se dividir em tipos diferentes: neuroepiteliais e mioepiteliais.

As neuroepiteliais são responsáveis por captar estímulos vindos do ambiente externo, tais como o cheiro das coisas, o paladar e o gosto dos alimentos e o tato, quando nosso corpo toma contato com objetos e pessoas.

As mioepiteliais trabalham junto com o tecido epitelial glandular e produzem e liberam as secreções de nosso organismo. Tais descartes ocorrem por meio das glândulas salivares (saliva), sudoríparas (suor) e mamárias (peito).

Dependendo da região onde as células epiteliais estiverem presentes, elas podem ter nomes específicos.

No caso dos rins, por exemplo, elas são chamadas de podócitos ou mesmo células epiteliais glomerulares. A função delas neste caso é ajudar os rins a filtrar as substâncias que estão presentes no nosso sangue.

As células que são visualizadas normalmente nas análises de urina são conhecidas como células epiteliais de descamação (falaremos mais profundamente delas em um item a seguir). Elas são células do epitélio da bexiga e da uretra que geralmente se descamam para renovar-se. Esse processo é comum e costuma ocorrer mais em mulheres do que em homens.

Porém, quando há um número excessivo de células epiteliais na urina, pode evidenciar a existência de infecções urinárias ou mesmo uterinas. Em casos mais graves, podem representar até mesmo câncer do colo de útero.

Quais as causas para o seu aparecimento

Como vimos, é bastante normal encontrar células epiteliais de descamação e dos rins na análise de urina, também conhecida como urinálise.

Por outro lado, como já mencionamos, também pode indicar que algo não esteja funcionando corretamente no organismo. Por isso, vamos nos deter um pouco mais quanto às causas da ocorrência dessas células na nossa urina.

O que pode aparentar um problema quanto à presença de células epiteliais na urina é quando a urinálise observa que elas estão juntas em forma de cilindro, sendo conhecidas como cilindros epiteliais. Quando isso ocorre, denota a presença de células, proteínas ou sangue na urina.

O fato de estarem em cilindros evidenciam que as células epiteliais vieram dos tubos renais e não de outras áreas do chamado trato urinário, tais como a bexiga e a uretra.

Geralmente quando células epiteliais vêm em formato de cilindros, quer dizer que há alguma lesão nos chamados túbulos dos rins. E, caso haja uma grande quantidade desse tipo de célula neste formato na urina, pode indicar algum problema renal bastante grave, como a síndrome nefrótica, que costuma afetar fortemente os rins e comprometer seu funcionamento.

Células epiteliais numerosas

As células epiteliais numerosas podem indicar problemas de toda a sorte no paciente. Para isso, é importante fazer o exame de análise de urina, também conhecido como urinálise.

É ele quem vai detectar as células epiteliais na urina e poderá dizer se são de descamação, de qual parte do organismo e também se a quantidade aponta alguma anormalidade no sistema renal.

Caso as células epiteliais em formato de cilindro estejam em grande quantidade, pode revelar algumas patologias reais. Além da síndrome nefrótica que já comentamos, também pode ocorrer infecções bacterianas ou virais, neoplasias, necrose tubular aguda e até mesmo inflamações.

Pessoas que fizeram transplantes renais recentemente também precisam ficar atentas. Isso porque, caso a análise de urina apresentar células epiteliais numerosas, pode ser que o organismo esteja apresentando algum tipo de rejeição ao órgão transplantado.

No entanto, durante o exame de análise de urina, é importante o profissional da saúde levar em conta também outros fatores e elementos que podem estar na urina, tais como os leucócitos e hemácias, bem como a alteração de suas estruturas morfológicas, conhecidas como dismórficas. Tendo uma percepção mais do todo, pode fazer com que a pessoa se aproxime de um diagnóstico mais próximo da realidade.

Uma curiosidade: o ciclo menstrual altera a quantidade de células epiteliais na urina. Por isso, é recomendável que não sejam realizados exames de urina nas mulheres durante o ciclo menstrual, caso contrário, a chance dos resultados não se apresentarem precisos é bem maior.

Células epiteliais de descamação

Células epiteliais de descamação

As células epiteliais em descamação nada mais são do que o processo normal pelo qual passa a renovação dessas células. Todas as vezes que elas precisam se renovar, elas descamam e as mais velhas acabam sendo descartadas pelo organismo pela própria urina. Por isso, é bastante comum a presença de células epiteliais na nossa urina.

A seguir, um exemplo bastante fácil de entender a questão da descamação. As cobras costumam deixar a sua pele para dar lugar a uma mais nova, não é mesmo? Bem, esse processo também ocorre com as células epiteliais, já que elas revestem o corpo humano e as suas cavidades. Essas células descamadas precisam sair do corpo e o fazem pela urina.

O problema é quando há uma quantidade exagerada de células epiteliais em descamação na urina, podendo revelar alguma infecção urinária. Por isso, uma análise da urina é fundamental, para detectar até que ponto essa presença numerosa de células epiteliais na urina pode estar afetando alguma parte do sistema renal, uterino ou até mesmo outras áreas do organismo. Nas mulheres também é possível encontrar as células epiteliais durante o exame de Papanicolau. Isso porque as células costumam ficar na flora vaginal.

Células epiteliais raras

Por outro lado, quando o diagnóstico do exame de urinálise indica que as células epiteliais são raras no organismo, especialistas atestam que a pessoa provavelmente não tem nenhum problema aparente em seu trato urinário.

Mas repetimos: como as células epiteliais se renovam, é normal que elas estejam presentes no organismo. A ausência por completo delas na nossa urina e no sistema renal é praticamente impossível, pois indicaria que as células não estão sendo renovadas ou as velhas não estão sendo liberadas pelo organismo, podendo representar outras enfermidades, que devem ser analisadas por médico especialista.

Células epiteliais na gravidez

Células epiteliais na gravidez

As mulheres que estão na gravidez precisam tomar maiores cuidados, para manter o bebê saudável e elas próprias muito bem para a gestação ocorrer da melhor maneira possível e a criança nascer bem de saúde.

Ocorre que é bastante comum ocorrerem infecções urinárias nas mulheres durante este período. Por isso, é fundamental que sejam realizados exames regulares para acompanhar o andamento da gestação e ver se não há algum tipo de anormalidade.

A presença de grande quantidade células epiteliais na urina de uma gestante provavelmente vão indicar uma infecção urinária. Mas também é necessário ver o nível dos leucócitos e também se aparece alguma bactéria no exame de cultura. Esses elementos reunidos ajudarão a entender se as células epiteliais em descamação estão em níveis superiores aos normais na urina da mulher, o que impõe um tratamento adequado para que ela possa recuperar a normalidade em seu trato urinário e, consequentemente, não afetar o bebê que está em sua barriga.

Tratamento adequado

Para saber qual o tratamento adequado, é fundamental que um médico especialista analise os dados apresentados no exame de urina, já que é importante considerar todos os resultados informados pela urinálise e não apenas os níveis de células epiteliais no trato urinário.

Por exemplo, para as pessoas com síndrome nefrótica causadas pela quantidade elevada de células epiteliais na urina em formato cilíndrico, a ingestão de medicamentos imunossupressores e glicocorticoides variados costuma ajudar no combate ao problema.

O consumo de medicamentos específicos para o combate de infecções urinárias também costuma responder bem durante o tratamento.

Mas para saber qual exatamente é o indicado é importante que seja realizada uma avaliação médica que ajude a identificar a origem real do problema.

Para os casos mais graves que podem indicar câncer de colo de útero, por exemplo, é fundamental que seja realizada uma análise por um oncologista, que tem todas as condições de identificar a doença e o tratamento adequado.

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